Se sua empresa ainda utiliza SAP PI/PO, o tempo deixou de ser confortável.
O suporte oficial se encerra em 2027, com manutenção estendida até 2030 — o que coloca a migração no radar imediato da liderança de TI.
Mas reduzir esse movimento a uma “troca de tecnologia” é um erro comum — e caro.
As empresas que estão extraindo mais valor desse momento são justamente aquelas que tratam a migração como uma alavanca de eficiência e modernização, não como um projeto técnico isolado.
O custo invisível do legado
Ambientes de integração baseados em PI/PO costumam refletir anos de crescimento orgânico — e, com isso, acumulam ineficiências.
Interfaces que já não geram valor, integrações redundantes, custos operacionais pouco visíveis e baixa clareza sobre volumetria são apenas alguns sintomas.
O risco não está apenas em manter esse cenário, mas em carregá-lo para o futuro.
Migrar sem revisar é, na prática, perpetuar custo.
A mudança não é tecnológica. É de modelo
A adoção do SAP Integration Suite representa mais do que uma evolução de plataforma.
Ela redefine a forma como a empresa escala integrações, conecta sistemas SAP e não-SAP, ganha governança sobre fluxos críticos e sustenta iniciativas futuras, como automação e inteligência artificial.
Mas o ponto central não está na tecnologia em si. Está na forma como a migração é conduzida.
Onde projetos de migração falham
O erro mais recorrente é simples: replicar o ambiente atual.
Essa abordagem gera três consequências diretas:
- Transferência de ineficiências para o novo ambiente
- Manutenção de custos desnecessários
- Baixo retorno sobre o investimento
A migração acontece — mas o ganho estratégico não.
O verdadeiro ponto de partida: inteligência, não execução
Projetos bem-sucedidos começam antes da migração. Começam com clareza.
Um assessment estruturado permite identificar o que realmente deve ser migrado, entender o comportamento das integrações, antecipar custos e priorizar com base em valor.
Na prática, isso significa tomar decisões com base em dados — e não em suposições.
Eficiência também é velocidade
Outro fator que diferencia projetos maduros é o uso de automação.
Aceleradores como o IRIS reduzem significativamente o esforço operacional, com ganhos relevantes em prazo e risco — chegando a reduções de 20% a 40% no tempo de migração.
Mais do que acelerar, isso traz previsibilidade.
E previsibilidade é o que transforma projetos complexos em decisões seguras.
O papel do gestor de TI nesse movimento
Essa não é apenas uma decisão de arquitetura. É uma decisão de negócio.
Ao conduzir essa transformação da forma correta, o gestor de TI impacta diretamente eficiência operacional, estrutura de custos, capacidade de inovação e governança tecnológica.
A migração deixa de ser um “projeto obrigatório” e passa a ser um ponto de inflexão na maturidade digital da empresa.
O risco de esperar
Adiar essa decisão tende a gerar um cenário conhecido: menos tempo para planejar, mais pressão na execução, custos mais altos e decisões reativas.
Por outro lado, empresas que se antecipam conseguem estruturar a jornada com controle — e capturar valor ao longo do processo.
Em resumo
A migração do SAP PI/PO não é apenas inevitável.
Ela é uma das poucas oportunidades claras de reduzir complexidade, otimizar custos e preparar a arquitetura para o futuro.
A diferença está em como essa decisão é conduzida.
Próximo passo
Transforme a migração em vantagem competitiva
Antes de iniciar qualquer projeto, é fundamental entender o seu cenário atual com clareza.
Um assessment bem estruturado mostra o que realmente precisa ser migrado, os custos envolvidos e onde estão as maiores oportunidades de ganho.
Converse com um especialista e comece essa jornada com estratégia, não com pressão.