Como migrar SAP BW para SAP Datasphere: etapas, desafios e boas práticas

Depois de entender os desafios do SAP BW e avaliar o que realmente precisa ser modernizado, chega o momento de responder à pergunta mais prática: 

Como realizar a migração do SAP BW para o SAP Datasphere? 

A resposta depende da arquitetura atual, da versão do BW, da quantidade de objetos, das customizações e dos requisitos do negócio. 

Por isso, uma migração bem-sucedida não começa pela transferência dos objetos. 

Ela começa pelo planejamento. 

Migração não significa simplesmente copiar o ambiente 

Um projeto de SAP BW para Datasphere envolve muito mais do que mover dados de uma plataforma para outra. 

É necessário avaliar: 

  • arquitetura atual; 
  • modelos de dados; 
  • objetos e processos; 
  • integrações; 
  • customizações; 
  • dados históricos; 
  • relatórios e indicadores; 
  • requisitos de segurança; 
  • governança; 
  • necessidades futuras do negócio. 

O objetivo deve ser construir uma arquitetura mais simples, sustentável e preparada para novos casos de uso — e não apenas reproduzir o ambiente existente. 

1. Faça um assessment do ambiente SAP BW 

Antes de iniciar qualquer migração, é necessário entender o ponto de partida. 

O assessment deve identificar: 

O que existe? 

O que é utilizado? 

O que é crítico? 

O que possui dependências? 

O que pode ser descontinuado? 

Essa etapa permite criar um inventário e classificar os objetos de acordo com sua relevância e complexidade. 

Sem essa visão, o projeto corre o risco de subestimar esforços e descobrir dependências importantes apenas durante a execução. 

2. Defina a estratégia de modernização 

Não existe uma única estratégia para todos os ambientes. 

Dependendo do cenário, a empresa pode optar por uma evolução gradual, utilizar recursos como o SAP Datasphere, BW bridge ou reconstruir determinados modelos de forma mais nativa no Datasphere. 

A decisão deve considerar: 

  • versão atual do BW; 
  • complexidade do ambiente; 
  • volume de dados; 
  • customizações; 
  • dependências; 
  • criticidade dos processos; 
  • objetivos de negócio. 

O importante é evitar uma abordagem de “migrar tudo de uma vez” sem entender os impactos. 

3. Prepare o ambiente SAP Datasphere 

Com a estratégia definida, é necessário preparar o novo ambiente. 

Essa etapa pode envolver: 

  • configuração dos espaços; 
  • conectividade com fontes de dados; 
  • integrações; 
  • segurança; 
  • controles de acesso; 
  • governança; 
  • definição de padrões de modelagem. 

Uma arquitetura bem planejada nessa fase ajuda a evitar problemas de organização e governança no futuro. 

4. Priorize o que será migrado 

O assessment realizado anteriormente deve orientar a ordem de execução. 

Uma boa estratégia é começar pelos workloads que combinam: 

alto valor para o negócio + complexidade controlada. 

Isso permite validar a arquitetura antes de avançar para cenários mais complexos. 

Um projeto pode ser dividido em ondas: 

Onda 1: Cenários prioritários e de menor complexidade. 

Onda 2: Modelos com maior quantidade de dependências. 

Onda 3: Cenários mais complexos, customizados ou de maior criticidade. 

Essa abordagem reduz riscos e permite incorporar aprendizados ao longo do projeto. 

5. Migre e adapte os modelos 

Aqui está uma das principais diferenças entre uma migração e uma modernização. 

Nem sempre o melhor caminho é reproduzir exatamente o modelo existente. 

Durante a análise, podem surgir oportunidades para: 

  • eliminar redundâncias; 
  • simplificar modelos; 
  • revisar transformações; 
  • reduzir movimentação desnecessária de dados; 
  • melhorar integrações; 
  • reorganizar a camada semântica. 

O Datasphere deve ser utilizado para construir uma arquitetura adequada às necessidades atuais — e não apenas para reproduzir decisões tomadas anos atrás. 

6. Valide os dados 

Depois da migração, é fundamental comparar os resultados entre os ambientes. 

A validação deve considerar: 

  • quantidade de registros; 
  • valores agregados; 
  • indicadores; 
  • regras de negócio; 
  • dados históricos; 
  • relatórios; 
  • performance. 

A reconciliação entre BW e Datasphere ajuda a identificar inconsistências antes que o novo ambiente seja utilizado de forma definitiva. 

7. Planeje a transição 

Uma migração não termina quando os objetos são transferidos. 

É preciso planejar a transição dos usuários e processos. 

Isso inclui: 

  • validação pelos usuários-chave; 
  • documentação; 
  • treinamento; 
  • comunicação; 
  • definição do período de coexistência; 
  • acompanhamento após o go-live. 

Dependendo do cenário, BW e Datasphere podem coexistir durante uma fase de transição. 

Principais desafios de uma migração BW → Datasphere 

Alguns dos desafios aparecem com frequência nos projetos. 

Complexidade acumulada: Ambientes antigos podem ter milhares de objetos e dependências difíceis de identificar. 

Customizações: Desenvolvimentos específicos podem exigir adaptação ou reconstrução. 

Dados históricos: É necessário decidir quais informações precisam permanecer disponíveis e de que forma. 

Dependências: Um objeto aparentemente simples pode estar relacionado a diversos processos e relatórios. 

Validação: Garantir que os resultados do novo ambiente estejam consistentes com o ambiente anterior é essencial. 

Mudança de arquitetura: Talvez o maior desafio seja mudar a mentalidade de simplesmente “migrar” para modernizar. 

Como reduzir os riscos? 

Algumas boas práticas podem fazer uma diferença significativa: 

1. Não comece pela migração. 
Comece pelo assessment. 

2. Não tente migrar tudo. 
Classifique o que realmente precisa continuar. 

3. Priorize. 
Comece pelos cenários que entregam mais valor. 

4. Faça um piloto. 
Valide arquitetura e metodologia antes de escalar. 

5. Envolva o negócio. 
A validação não deve ficar restrita à equipe técnica. 

6. Planeje a governança desde o início. 
Não deixe segurança, acesso e organização dos dados para o final. 

7. Pense na arquitetura futura. 
O objetivo é reduzir complexidade, não apenas mudar sua localização. 

Quanto tempo leva uma migração SAP BW → Datasphere? 

Não existe um prazo único. 

A duração depende principalmente de: 

  • quantidade de objetos; 
  • volume de dados; 
  • complexidade dos modelos; 
  • número de integrações; 
  • customizações; 
  • quantidade de processos críticos; 
  • estratégia escolhida. 

Por isso, estimar prazo e investimento antes de entender o ambiente pode gerar expectativas equivocadas. 

O assessment é o que permite transformar essas variáveis em um roadmap realista. 

O que uma boa migração deve entregar? 

Ao final da jornada, a empresa não deveria ter apenas um novo ambiente tecnológico. 

Deveria ter uma arquitetura: 

  • mais simples; 
  • mais organizada; 
  • preparada para cloud; 
  • integrada a diferentes fontes; 
  • com melhor governança; 
  • preparada para analytics; 
  • preparada para novos casos de uso de Inteligência Artificial. 

Esse é o verdadeiro objetivo da modernização. 

SAP BW → Datasphere: transforme a migração em uma oportunidade 

A modernização do SAP BW pode representar muito mais do que uma mudança tecnológica. 

É uma oportunidade para revisar modelos, eliminar complexidade, melhorar a governança e preparar os dados para uma nova geração de analytics e Inteligência Artificial. 

Mas cada ambiente possui uma história diferente. 

Por isso, não existe uma estratégia de migração pronta que sirva para todas as empresas. 

O primeiro passo é entender o cenário atual. 

A Lab2dev pode ajudar 

A Lab2dev apoia empresas na avaliação e modernização de ambientes SAP, desde o assessment inicial até a definição do roadmap de evolução para o SAP Datasphere. 

Nosso trabalho começa identificando: 

o que existe → o que é utilizado → o que é crítico → o que pode ser modernizado → o que realmente precisa ser migrado. 

A partir dessa análise, é possível construir uma jornada de modernização mais segura, priorizada e alinhada aos objetivos do negócio. 

Está avaliando a modernização do seu SAP BW? 

Fale com a Lab2dev e descubra qual pode ser o melhor caminho para o seu ambiente. 

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